A Zon não tem medo do 'pacotão' da Portugal Telecom. Rodrigo Costa, CEO da operadora, considerou mesmo que o M4O - a oferta quadruple play da PT - uma "promoção de preço" e não uma verdadeira inovação tecnológica. Logo, mais fácil de replicar.Na conference call com os analistas, após serem conhecidos os resultados de 2012 - antecipados para ontem depois do fecho do mercado devido à aprovação da fusão com a Optimus pelo conselho de administração -, os responsáveis da Zon dizem ser ainda cedo para responder no mercado à oferta do concorrente, mas afastaram um cenário de entendimento com a Optimus para o lançamento de uma oferta conjunta antes de concluída a fusão. O que, a manter-se o calendário, só deverá estar finalizada em junho.
A Zon afasta assim os cenários avançados por analistas sobre a capacidade de resposta com um pacote concorrencial ao M4O. As contas anuais revelam que já tem nos clientes no 3P (TV, voz e net) uma base potencial de crescimento: o número de clientes aumentou 9%, para os 772.600 clientes.
Apesar do impacto da crise no mercado doméstico, a Zon fechou 2012 com receitas de 858,6 milhões de euros (+0,4%) e lucros de 36 milhões de euros. O que representa uma subida de 5,3% em relação a 2011. Contudo, na comparação anual todas as linhas de receita da empresa a nível nacional caíram. Em termos percentuais a mais evidente é a das receitas nos cinemas, que no ano recuou 10,8%, para 52,8 milhões de euros. A área de audiovisuais também acusou a quebra de vendas de homevideo e a diminuição das receitas da venda dos direitos de conteúdos aos canais de televisão, relata a empresa. As estações, "devido ao nível significativamente mais reduzido de atividade publicitária, continuam a reduzir o número de filmes exibidos nas sua grelhas de programação". Resultado? As receitas do Audiovisual na Zon diminuíram 3,3%, para 70 milhões.
in Dinheiro Vivo